Depois de 11 anos, encerramos os envios para outras cidades

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 Como vocês sabem, desde 2010 enviamos macarons para diversas localidades: eles já foram para quase todos os estados do Brasil e praticamente posso dizer que viajaram do Oiapoque ao Chuí. 

Com os envios, aprendi um pouco sobre como funciona a logística dos Correios, prazos e etc. Mas, também sofri bastante. A cada caixa que saía do meu atelier, meu coração ia junto. Foram muitos perrengues e muito stress. O cliente sabe que a culpa não é sua quando acontece algo durante a logística, mas a primeira pessoa que ele vai procurar é o remetente e não a empresa que é responsável pelo transporte. Foram inúmeras as vezes que eu tive que parar tudo para fazer mil ligações, localizar caixa, falar com pessoas e dar um jeito da encomenda chegar até meu cliente. 



Mas, também tenho boas histórias, das quais hoje dou risada (de nervoso! rs). Como quando uma cliente de Cuiabá comprou os macarons e esqueceu de me passar o endereço. Eu não tinha o telefone dela e tive que ligar em vários lugares até conseguir falar com ela e conseguir o endereço. Ainda bem que eu tenho espírito investigativo. 

Ou quando mandei macarons para uma cidade chamada Colina e o bairro era São Simão. E os Correios mandaram para a cidade São Simão. Nossa, tive que ligar e falar nos Correios de São Simão, pedir pra achar a caixa, mandarem para Ribeirão Preto de volta. Depois liguei pra Ribeirão pra eles deixarem a caixa separada porque uma convidada da festa ia pegar e levar pra festa em Colina. 

Enfim, foram onze anos de muitas emoções. Mas, agora em Agosto decidimos que seria o momento de parar com os envios. Não somente por toda preocupação que o envio gera na gente, mas também porque a preparação dos macarons que vão viajar requer todo um cuidado que acarreta um custo operacional muito caro pra gente. E não dá pra repassar para o cliente porque o macaron acabaria ficando muito caro, além do frete que já era por conta do cliente. 

Agradecendo imensamente por todas as pessoas que, à distância, confiaram em nosso trabalho e que adquiriram nossos macarons. Vocês fazem parte da nossa história e, com certeza, são inesquecíveis para nós. 

 Como vocês sabem, desde 2010 enviamos macarons para diversas localidades: eles já foram para quase todos os estados do Brasil e praticamente posso dizer que viajaram do Oiapoque ao Chuí. 

Com os envios, aprendi um pouco sobre como funciona a logística dos Correios, prazos e etc. Mas, também sofri bastante. A cada caixa que saía do meu atelier, meu coração ia junto. Foram muitos perrengues e muito stress. O cliente sabe que a culpa não é sua quando acontece algo durante a logística, mas a primeira pessoa que ele vai procurar é o remetente e não a empresa que é responsável pelo transporte. Foram inúmeras as vezes que eu tive que parar tudo para fazer mil ligações, localizar caixa, falar com pessoas e dar um jeito da encomenda chegar até meu cliente. 



Mas, também tenho boas histórias, das quais hoje dou risada (de nervoso! rs). Como quando uma cliente de Cuiabá comprou os macarons e esqueceu de me passar o endereço. Eu não tinha o telefone dela e tive que ligar em vários lugares até conseguir falar com ela e conseguir o endereço. Ainda bem que eu tenho espírito investigativo. 

Ou quando mandei macarons para uma cidade chamada Colina e o bairro era São Simão. E os Correios mandaram para a cidade São Simão. Nossa, tive que ligar e falar nos Correios de São Simão, pedir pra achar a caixa, mandarem para Ribeirão Preto de volta. Depois liguei pra Ribeirão pra eles deixarem a caixa separada porque uma convidada da festa ia pegar e levar pra festa em Colina. 

Enfim, foram onze anos de muitas emoções. Mas, agora em Agosto decidimos que seria o momento de parar com os envios. Não somente por toda preocupação que o envio gera na gente, mas também porque a preparação dos macarons que vão viajar requer todo um cuidado que acarreta um custo operacional muito caro pra gente. E não dá pra repassar para o cliente porque o macaron acabaria ficando muito caro, além do frete que já era por conta do cliente. 

Agradecendo imensamente por todas as pessoas que, à distância, confiaram em nosso trabalho e que adquiriram nossos macarons. Vocês fazem parte da nossa história e, com certeza, são inesquecíveis para nós. 

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Quando comecei com o meu projeto Priscila Macarons, a intenção era produzir macarons apenas para São Carlos. Eu nunca tive a pretensão de mandá-los para outros lugares, mesmo porque eu nem imaginava como poderia fazer isso. 
A história começou mais ou menos assim: quando iniciei esse blog eu precisava me familiarizar com essa plataforma, que até então era algo novo pra mim. Entre os testes que fazia pra deixar o blog com cara de vitrine para os meus macarons, eu acabava entrando e saindo das páginas e isso começou a contabilizar visitas. Em pouco tempo começaram a chegar emails de pessoas de outros estados perguntando se eu mandava macarons pelos Correios e eu dizia que não. 


Mas, não demorou muito tempo para as amigas que moram em outras cidades começarem a pedir. E uma delas me deu uma ideia que no início eu achei meio trabalhosa. Mas, não hesitei em tentar!
 Fiz as primeiras tentativas de envios utilizando empresas de logísticas, pois ainda me sentia insegura para postar os macarons pelos Correios. Mas os serviços prestados por essas empresas, naquela época, ainda eram muito aquém se comparado à concorrente estatal. E como eu não queria arriscar, acabava ficando limitada...


Mas, de repente apareceu uma senhora de uma cidade chamada Ji-Paraná, interior de Rondônia. Ela queria comprar macarons e me disse assim: "pode postar pelo Sedex! É por minha conta e risco!". E eu falei: "tudo bem!". Preparei a encomenda, mandei e disse pra mim mesma: "se chegar, ninguém me segura!". E foi o que aconteceu. Em 2 dias estava em Ji-Paraná e os macarons chegaram inteiros. Há 10 anos, os Correios realmente faziam as nossas encomendas percorrer grandes distancias de um dia para outro.


A partir disso me senti confiante em dizer que eu mandava macarons para outras localidades. E foi assim que eles foram viajando para estados e cidades que eu jamais poderia imaginar mandá-los. Praticamente foram do Oiapoque ao Chuí. Eu tinha mais cliente fora do que aqui na cidade. 
E diga-se de passagem: alguns clientes atendo até hoje. 


A pergunta que as pessoas mais me faziam na época era: "eles não chegam quebrados???"
Não, não chegam quebrados! E se isso acontecesse, jamais poderia dizer que os enviaria, não é?!
A prova disso são os inúmeros eventos postados aqui neste blog desde de 2010. Quem tiver um tempinho, confira! 
E porque não quebram? Cada macaron é embrulhado no papel chumbo + uma camada dupla de plástico bolha. Os macarons são dispostos em pé na caixa de modo que eles fiquem estáveis e não possam se movimentar. Depois de fechadas, as caixas são travadas e recebem uma proteção com placa de isopor para ajudar a minimizar o atrito. É como se eu mandasse meu coração em cada caixa. Mas, sabe aquele ditado: o que os olhos não veem, o coração não sente. Não sei o que acontece durante o transporte, mas por segurança, caprichamos na proteção.


Já foram tantos envios, tantas histórias, tantos perrengues! Enfrentamos greve dos Correios, caixas desviadas ou furtadas, encomendas atrasadas, greve dos caminhoneiros, fiscalização, telefonemas, rastreamentos, etc. Mas, tudo isso não se compara à felicidade e o prazer de saber que os macarons chegaram até pessoas que estavam sonhando com eles. Isso não tem preço! 
Também foram as incontáveis vezes em que suspirei de alívio por terem chegado rápido e que derramei muitas lágrimas lendo os emails dos clientes cheios de gratidão e carinho. 


E aquilo que no começo parecia tão improvável, tão complicado e trabalhoso acabou sendo o meu motivo de alegria e orgulho: sim, nós enviamos macarons! E eles chegam inteiros!
E se você leu tudo o que eu escrevi e quer saber informações sobre envio, clique aqui



Quando iniciei meu projeto Priscila Macarons em janeiro de 2009, não imaginava a proporção que as coisas iam tomar.

Fazer macaron é apenas uma pequena parte de todo o processo, para que essa engrenagem funcione e para que o meu negócio exista no mercado, muitas coisas inerentes à produção precisam acontecer.



Gosto de circular em todas as áreas. Isso me motiva, me estimula e aguça a minha criatividade.

Não teria essa possibilidade se estivesse engessada dentro de uma empresa num trabalho regular.





Minha mente borbulha! E pode acontecer enquanto estou pingando macarons ou até mesmo enquanto estou no banho! rs





É um exercício. Quanto mais me exercito, mais as ideias brotam, mais a gente pesquisa e mais coisas vão surgindo.

Assim, a gente vai brincando, entre cores, sabores, aromas...pra fazer com que o nosso macaron traduza toda essa dedicação em cada mordida.




Essa sequência de imagens mostra um pouco do que fazemos todos os dias. Como disse lá no começo, a produção é uma pequena parte de todo o trabalho, e talvez seja a parte mais fácil (será?rs). 


Depois de todos esses anos confesso que já não choro mais ao ver os pezinhos dos macarons crescendo porque enquanto estamos produzindo, a cabeça trabalha pensando em resolver outras coisas. Mas choro sim, quando leio um feedback de uma cliente que ficou feliz ao degustar os meus macarons. Isso sim, faz tudo valer a pena! Afinal, a gente trabalha pra fazer pessoas felizes, não é?!



O macaron de frutas do bosque é um dos mais queridos! 😍


Esse sabor foi um dos primeiros escolhidos para compor minha coleção. 


As frutas do bosque são frutinhas vermelhas silvestres como morango, mirtilo, framboesa e amora. 

Na minha imaginação é como se eu saísse para passear por um bosque na França e pudesse colher todas essas frutinhas para fazer o recheio do meu macaron. 
Elas trazem esse frescor de um bosque e ao mesmo tempo o sabor frutado e cítrico característico delas. Uma verdadeira delícia! 😋


Aliás, todos os sabores da minha coleção tem um significado para mim: me remetem à alguma viagem, uma memória sensorial, me lembra uma pessoa, me lembra a minha origem, uma inspiração de um patissier que eu gosto, um alimento que eu gosto muito, uma combinação inusitada que marcou um momento da minha vida, uma combinação perfeita para mim, um alimento ícone de uma região, minha frutinha vermelha preferida...e por aí vai! 

Nesse processo de criação nada surge aleatoriamente. Precisa fazer sentido para mim. Assim como a música é a trilha sonora das histórias, um determinado alimento precisa fazer parte da minha história e me contar uma história. E assim, ele começa a fazer parte dessa doce história com os macarons. 

Ficou curiosa (o) para conhecer a minha coleção de macarons? Clique aqui!


O sabor mais querido!

Por em 17:48
O macaron de frutas do bosque é um dos mais queridos!  😍 Esse sabor foi um dos primeiros escolhidos para compor minha coleção.  ❤ ...
A história do macaron provavelmente se inicia lá no século XVI e está intimamente ligada à ida de uma nobre fiorentina para a França. 
Lá na França o macaron ganhou prestígio e ficou conhecido como o "Doce da Rainha". 
Quer descobrir porque ele ganhou esse nome? Assista ao vídeo e confira!